Marilice Costi criou esta trilogia literária sobre as migrações brasileiras: o instante em que o chão se rompe, o país que expulsa e as feridas que, como lembra Safatle, precisam ser encaradas para que encontremos um norte. Uma reflexão sensível sobre partir, permanecer e reconhecer o que nos move.
Abaixo, um breve resumo de cada artigo.
ARTIGO I — Quando o chão se move: o instante antes da partida
(Parte I)
Migrar não começa no aeroporto. Começa no instante em que o chão se move sob os pés.
Antes da mala, há um silêncio. Antes do passaporte, há uma ferida.
Neste primeiro artigo, exploramos o momento inaugural: o desejo de partir, o desconforto que antecede a decisão, o precipício entre viajar e migrar. É o texto que abre a série, que apresenta o abismo e convida o leitor a olhar para ele.
ARTIGO II — O país que expulsa: ecos de um passado que não passa
(Parte II)
Aqui, a narrativa se aprofunda.
Entramos na história — a dos nossos avós, a dos ciclos migratórios, a das repetições que insistimos em não ver. O Brasil que exporta seus filhos hoje é o mesmo que já importou braços para sobreviver. A Europa que acolhe agora é a mesma que expulsou antes.
Este segundo artigo mostra que migrar não é novidade: é repetição.
E que, quando não encaramos nossas feridas, elas retornam como destino.
ARTIGO III — As feridas que nos movem: Safatle e o norte que ainda não encontramos
(Parte III — conclusão da série)
O último artigo fecha a trilogia com a lente teórica de Vladimir Safatle.
Aqui, migrar deixa de ser apenas movimento geográfico e se torna movimento psíquico, social, político. Safatle nos lembra que só encontramos direção quando encaramos nossas dores — individuais e coletivas.
Este texto amarra tudo:
- a escola ferida,
- os vínculos rompidos,
- a elite que abandona,
- o Estado que não cuida,
- o jovem que foge,
- o país que não se reconhece.
para onde vamos, se não olhamos para o que nos dói?
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ARTIGO I — Quando o chão se move: o instante antes da partida
ARTIGO II — O país que expulsa: ecos de um passado
ARTIGO III — As feridas que nos movem
Entre raízes e sonhos: o impacto das migrações – Marilice Costi




















