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Entre o precipício e a caverna: a repetição das sombras
Em “Entre o precipício e a caverna”, Marilice Costi reflete sobre como o medo, a repetição e a velocidade das redes sociais favorecem a desinformação, o ódio e o enfraquecimento do pensamento crítico. Dialogando com McLuhan, Umberto Eco, Carl Jung e memórias do período que antecedeu a ditadura de 1964, a autora alerta para os riscos da manipulação coletiva e convida o leitor a sair da “caverna”, questionar narrativas prontas e recuperar a lucidez, a solidariedade e a responsabilidade comum diante do futuro da humanidade e do planeta.

Desafios Contemporâneos
Reflexão sobre cuidado, pertencimento e os ciclos da vida em um mundo acelerado. A partir de memórias de infância, da experiência com a empresa da família e da força da arte, o texto questiona a perda de sensibilidade, o excesso de informação e reafirma o valor do encontro humano, do abraço e da coragem de seguir pensando por si mesma.

Quem Cuida dos Cuidadores?
A edição inaugural da revista “O Cuidador” apresenta uma visão ampla e humanizada sobre o universo do cuidado. Traz conteúdos que orientam e fortalecem quem cuida de alguém, traz orientações essenciais aos desafios cotidianos, depoimentos e reflexões sobre o papel social do cuidador.

A Força da Palavra: o legado de meu pai
Neste texto, Marilice revisita a trajetória de seu pai, cuja presença foi marcada pela força da palavra — dita, escrita, ensinada e vivida. Resgato memórias, valores e ensinamentos que moldaram a minha visão de mundo. Celebro seu legado que permanece vivo na família, na comunidade e em todos que foram tocados por sua empatia e humanidade.

Arquitetura – Docência e Humanidade
A autora relembra sua vivência como professora de Avaliação Pós-Ocupação na Faculdade de Arquitetura. Observava os alunos, suas diferenças e desafios, ensinando-os a olhar o ambiente com sensibilidade e responsabilidade. Nas aulas, aprendiam a investigar conforto, acessibilidade e comportamento humano, desenvolvendo o olhar de quem pesquisa e descobre.
Grata pela troca e pelo crescimento dos estudantes, ela celebra o aprendizado mútuo e reafirma: a cidade é para todos — ambientes importam para todas as pessoas.

A Criatividade no Cuidado Atípico
Um relato sobre os desafios de criar um filho atípico, a sobrecarga das famílias, a fragilidade da inclusão escolar e social, e a força da criatividade como caminho de comunicação e vínculo. A arte surge como linguagem estruturante, revelando símbolos, afetos e modos de existir. Um texto sobre cuidado, dignidade e a necessidade de apoiar famílias que carregam o mundo enquanto sustentam seus filhos.

A Inteligência Artificial e o Dilema da Humanidade
Leia e reflita sobre a Inteligência Artificial, que transformou radicalmente a forma como pensamos, sentimos e nos relacionamos com o mundo. Embora facilite tarefas e ofereça soluções rápidas, também nos ameaça e exige cuidados urgentes.

Quando as Mulheres Avançam, a Sociedade Inteira Avança!
A igualdade de gênero não é uma disputa, mas um caminho compartilhado. Quando mulheres avançam, toda a sociedade se fortalece. Este texto reflete sobre a evolução histórica dos direitos das mulheres no Brasil, os desafios atuais, a importância da parceria entre homens e mulheres e indica leituras essenciais para compreender como corpo, amor e moralidade moldam nossas relações.

ÀS MULHERES de mi vida
Um poema que celebra a força plural das mulheres — suas presenças, ausências, histórias e afetos. Entre nomes, imagens e metáforas, elas surgem como guias, cuidadoras e criadoras, unindo fragilidade e potência. São natureza e cosmos, estrelas e raízes, vento e fogo. Uma homenagem à multiplicidade feminina que sustenta, inspira e renasce.

Impactos Neuronais das Telas e o Brinquedo
O texto trata do uso excessivo de telas e o desenvolvimento infantil ao reduzir experiências essenciais para o cérebro, como vínculo, movimento e brincadeira. A exposição prolongada estimula respostas rápidas e recompensas imediatas, afetando atenção, autocontrole e tolerância à frustração. Ao mesmo tempo, empobrece interações humanas, fundamentais para a formação emocional e social.

III — Quando as Feridas Nos Movem
Este texto trata de migração não apenas como um movimento econômico, mas como um sintoma de feridas históricas não tratadas. A escola adoecida, o Estado ausente e uma elite que abandona revelam um Brasil que empurra seus próprios cidadãos para longe. Para um país se construir é preciso cuidar de suas feridas.

II — O país que expulsa: ecos de um passado
O segundo artigo da série **Feridas que Migram** mergulha na história que insiste em retornar. Mostro como o Brasil, hoje, repete o movimento de expulsar seus filhos — assim como a Itália fez no século XIX. A migração aparece como eco de feridas familiares, sociais e institucionais: a escola adoecida, o Estado ausente, a elite que abandona o país que a formou.
Migrar, aqui, não é sonho: é consequência de um país que não cuida.