
A Cuidadora Invisível
🫥 O texto aborda com sensibilidade o cotidiano silencioso dos cuidadores familiares de pessoas com deficiência. A narrativa revela o invisível de uma mãe.

🫥 O texto aborda com sensibilidade o cotidiano silencioso dos cuidadores familiares de pessoas com deficiência. A narrativa revela o invisível de uma mãe.

Neste texto, Marilice Costi atravessa o silêncio deixado pelo fogo — o incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria — com a força da linguagem poética. “AD AETERNUM” é mais que um poema: é um ritual de memória, um gesto de escuta às vozes caladas pela tragédia. O som que não se ouve, mas reverbera no tempo, ganha corpo nas palavras da autora, que transforma dor em palavra e palavra em presença. Com delicadeza e gravidade, o texto convida à reflexão sobre luto coletivo, justiça e a eternidade de quem partiu prematuramente.

Em parceria com o Instituto Estadual do Livro (IEL) e a TRENSURB, sob curadoria de Elvio Vargas, nasce o e-book “Próxima Estação: POESIA” — uma coletânea que reúne vozes poéticas do Rio Grande do Sul, entre elas, a sensibilidade de Marilice Costi. A publicação é fruto de um projeto cultural que valoriza a literatura em movimento, levando poesia aos trilhos do cotidiano urbano. Com imagens e versos, o livro convida o leitor a embarcar em uma viagem lírica por múltiplas estéticas e afetos que compõem a cena literária contemporânea gaúcha.

A obra Grávida de Esperas de Marilice Costi é um texto lírico que aborda o tempo da gestação não apenas como experiência corporal, mas como metáfora de processos internos — amadurecimento, escuta e transformação. Com linguagem sensível e contemplativa, Costi explora os silêncios que habitam o cotidiano, as pausas que antecedem o renascimento e os ciclos que preparam o invisível para se tornar visível. É um convite à espera como ato de criação.

Escrito em 1993 e ainda atual, o poema “História Incorruptível”, de Marilice Costi, revela a permanência da verdade poética frente ao tempo. Publicado no livro Clichês Domésticos, a obra convida o leitor a revisitar memórias com olhar crítico e lírico, propondo que a poesia — mesmo diante das erosões da história — preserva sua integridade. Uma escrita que resiste, denuncia e emociona, reafirmando o poder da palavra como testemunho de permanência.

Entrevista feita por Shirley M. Cavalcante (SMC) MARILICE COSTI escreve e pinta desde menina, ensina com alegria, gosta de pesquisar, inventar e aprender. É arquiteta

Sandra Radin, ao falar do livro A fábula do cuidador, destaca a abordagem sensível e simbólica sobre o autocuidado. Um livro repleto de ensinamentos de vida e de autocuidado.

O texto é uma homenagem poética ao pai da autora, construída a partir de lembranças afetivas. Escrito originalmente em 1999 e revisitado em 2021, evoca memórias familiares por meio de imagens, objetos e sentimentos que revelam vínculos profundos e duradouros.

Escrito no dia em que o Brasil ultrapassou a marca de 500 mil mortos pela Covid-19, o poema “Palavras Engasgadas” expressa a dor coletiva diante da tragédia. Com linguagem sensível e contida, o texto transforma o silêncio em denúncia e memória, revelando o impacto emocional de um luto compartilhado.

Cristina Oliveira compartilha sua vivência com o transtorno bipolar em uma narrativa sensível e inspiradora. O livro revela como sua trajetória política, afetiva e familiar é atravessada pela bipolaridade, sem que isso a defina. Com leveza e coragem, ela transforma sua história em um projeto escolar que promove escuta, inclusão e afeto. Uma leitura que reforça: somos muito mais do que nossas doenças.

reconhece tua dorrecupera tua forçareencontra teu medoreescuta teu gritorespeita teu prantoreestuda teu cantorecusa tua farsarespira teu corporevive teu postoressuscita tua almaredescobre teu vultorecusa a angústiarevela

Para que a gente escreve, se não é para juntar nossos pedacinhos? Desde que entramos na escola ou na igreja, a educação nos esquarteja: nos ensina a divorciar