Descrição
Em 2019, o livro Tempos Frágeis foi utilizado em aulas de Literatura da Escola Zumbi dos Palmares, Pontão/RS, através do Projeto Autor Presente – IEL do RS. Os alunos interpretaram, filmaram, dramatizaram e questionaram a obra e a autora.
– Você escreveu este livro na década de 70. Como pode escrever se ele é tão atual 50 anos depois? – questionou uma das alunas do EJA à escritora.
A aluna surpreendeu-se com a resposta, pois não tinha noção de que os problemas humanos ainda são os mesmos.
Na visão da autora, os direitos humanos precisam ser preservados o tempo todo.
É na literatura que nós nos reconhecemos humanos e nos compreendemos, pois os sentimentos humanos são universais e atemporais – disse-lhe Marilice Costi.
ISBN: 978-85-7195-141-9
__________
SAIBA MAIS DA AUTORA…
Assista abaixo:
- Entrevista quando do lançamento de “Tempos Frágeis”, na UNITV, programa Letras Nossas, pelo escritor Luis Antonio de Assis Brasil – video 1/2
- A escritora faz uma leitura de um dos contos do livro – video 2/4.
- Entrevista na TV da Assembleia Legislativa do RS, 1/1 e 2/2
____
Logo abaixo, participe com seu comentário.
Thais Picada –
“(…) Lá se vão quase vinte anos. Os olhos de Camila são os mesmos, as mãos são mais macias. Conservam os gestos rudes daqueles tempos e o seu corpo, sob o hábito, é de uma mulher em chamas. Enrodilhada no rosário.”
Do conto Enrodilhada nas Contas, do livro Tempos Frágeis, de Marilice Costi. Poesia em prosa.
Thais Picada –
“Uma aula não é uma palestra para um. Interagir é sua palavra de ordem, auxiliar o aluno a evocar é outra, trocar com ele mostrando caminhos, ensiná-lo a compartilhar conhecimentos com os colegas, (…)” , Marilice Costi, do conto Perdendo o Chão, do livro Tempos Frágeis. Marilice é escritora, arteterapeuta, arquiteta, empresária, professora, cuidadora, MULHER!
Fernando Neubarth –
Tempos frágeis mostra a nova etapa de uma escritora que vinha se dedicando à poesia e ao ensaio. Marilice Costi reinventa a realidade e vai além das aparências. Expõe, às vezes com real crueza, a inquieta vocação da literatura, que não é a apresentação de soluções, mas um inventário de questionamentos. Várias de suas histórias apresentam personagens em situações-limite.
Marilice
Tuas histórias revelam-se convincentes, contundentes e permanecem além da leitura. E possuem uma força de verossimilhança que só escritores ligados umbilicalmente à nossa aventura cotidiana parecem atingir.
Jane Tutikian –
Marilice Costi é uma fina crítica da realidade, das relações interpessoais falidas, da miséria, da exclusão social, dessa que, de tão acostumados, quase já não percebemos, da solidão. É quando a literatura assume seu papel de falar por aqueles que não têm voz, aqueles como Jaciara que “Perdia novamente, como vinha perdendo dia a dia.” Definitivamente, a autora já disse a que veio. E veio com força e qualidade.
Jane Tutikian, escritora e docente, 10/10/2009.
Mauri Luiz da Silva –
Amiga,
Como estou em Natal, desejo-te sucesso na Feira. Li teu livro nessa viagem: – Denso, conciso, inquietador… E nem precisavas colocar tua autoria de forma explícita: É teu estilo, tua forma, tua cara…
– Feliz do escritor que consegue colocar sua alma nos seus livros, ter estilo próprio, definido e definitivo. É o que todos nós procuramos.
Parabéns! Bjs
Mauri Luiz da Silva, técnico especialista em iluminação. Porto Alegre/RS – 09.11.2009
Deonísio da Silva –
MARILICE COSTI: OS BENEFÍCIOS DA CONCISÃO
O leitor está diante de uma escritora que tem o que dizer e sabe como fazê-lo, o que não é pouco e é suficiente. O conto, que já viveu seu esplendor como gênero, foi abandonado por todos, mas quão delicioso é descobrir quem saiba contar direito uma história curta. Este é o caso de Marilice Costi, mais uma das tantas amostras do momento decisivo de nossas letras, ocorrido no século passado, quando a mulher passou de personagem a autora.
O mundo está sempre desarrumado para os personagens de Marilice Costi. Também parecem desarrumados seus sentimentos de narradora preocupada com o destino das criaturas que fazem coisas do arco-da-velha nessas narrativas curtas muito bem ordenadas (…),
mas quão delicioso é descobrir quem saiba contar direito uma história curta. Este é o caso de Marilice Costi, mais uma das tantas amostras do momento decisivo de nossas letras, ocorrido no século passado, quando a mulher passou de personagem a autora.
Deonísio da Silva, escritor e docente.
Rio de Janeiro/RJ, 2019.
dzign –
amei