
VIGILANTE
O poema apresenta a jornada simbólica de uma águia que observa, resiste e se transforma, revelando um movimento contínuo entre força e vulnerabilidade. O olhar da águia funciona como consciência vigilante: enxerga longe, mas também se inquieta, desce às profundezas, enfrenta desgaste e busca algo precioso que ainda não se revela. Ao mesmo tempo, ela recompõe as asas, aprende de novo e retorna ao alto, onde a luz é intensa demais — lembrando Ícaro, mas sem repetir sua queda. A vigília, aqui, é tanto cansaço quanto encanto, um estado de presença que raramente adormece.
